Control Freak

Uso algum do meu tempo para ler blogs e sites na Internet que abordam temas que me interessam. De vez em quando encontro textos sobre a importância e utilidade de utilizar listas. Listas de coisas a fazer, listas de coisas a comprar, listas de coisas a limpar em casa, listas de objectivos a médio e longo prazo, listas de desejos… Bem, as listas não acabam e parecem resultar muito bem para algumas pessoas.

Em tempos fui adepta de criar listas de “coisas a fazer”, para não me esquecer de nada, para me organizar melhor e isso tudo. Hoje em dia fico sempre de pé atrás com adeptos de listas.

Parece-me que fazer listas para tudo é só uma forma de tentar ter tudo demasiado controlado, demasiado espartilhado, para se planear cada passo a dar, cada tarefa a realizar, como controlar e usar todos os minutos do dia, sem deixar que nenhum seja “desperdiçado” com coisas pouco úteis, para que saia tudo perfeito. É um passo para alguém se convencer que pode planear todo um dia (ou apenas uma tarefa) sem que nada seja alterado.lists

Por mais lógico que possa parecer, nesta fase da minha vida já não me convence. Claro que tenho objectivos, coisas que pretendo alcançar, mas não acredito que sejam as listas que me facilitam o caminho. Acho que as listas só têm tendência a prender, limitar e tornar tudo mais obsessivo e descontrolado.

Que venham os momentos pouco úteis, criativos, imaginativos, livres e despreocupados! Mesmo assim, tudo o que tem de ser feito será feito (sem “listas de coisas a fazer”).

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7 thoughts on “Control Freak

  1. Vera Pinheiro

    Gostei muito deste teu post – realmente as pessoas funcionam de forma diferente, e a forma como cada um funciona também vai mudando. Há coisas que vão deixando de fazer sentido… Eu gosto de listas, mas concordo contigo, acho que para algumas pessoas pode-se tornar um “espartilho” nas suas vidas. Para outras pode ser precisamente o contrário. Por exemplo, uma lista de “coisas a fazer da semana” pode ajudar alguém organizar melhor as suas routinas (que toda a gente tem, mesmo que simplificadas) e optimizar o tempo, tempo esse que pode ser gasto precisamente nos “momentos pouco úteis, criativos, imaginativos, livres e despreocupados” a que te referes…

    E nem a propósito, li há dias um post que me lembrou este tema. É este aqui: http://apenasumenoventaenove.blogspot.pt/2014/09/minimalismo-e-wish-list.html

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    1. T. Post author

      Acho que o mais importante é a forma como a pessoa lida com as coisas que não correm conforme planeado ou as etapas da lista que têm de ser colocadas de parte e penso que não podemos usar apenas listas para tudo e deixar a parte inesperada e espontânea de lado.
      E gostei muito do texto desse link. 😉

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  2. Pingback: Fim de ano | Life's Textures

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