As nossas viagens de carro

Quando escrevi este post surgiu nos comentários a referência às viagens de carro com as crianças. Não sei como são as vossas crianças, mas a L. adora andar de carro, é um bom sítio para ela dormir ou para ficar mais bem disposta e por vezes chora porque não quer voltar para casa. No entanto, tem dias em que a viagem se torna numa verdadeira ditadura, em que a L. domina tudo o que se ouve, o que se faz ou mesmo para onde se vai.

A música é um elemento importante durante as viagens de carro. O rádio costuma ir sempre ligado, mas a L. costuma exigir que se coloquem apenas as músicas que ela gosta e quando não o fazemos ela brinda-nos com a sua bonita voz. Canta (ou deverei dizer grita?) mais alto do que a música que está a tocar e se alguém estiver a conversar ela consegue cantar de modo a que as pessoas não se consigam ouvir. Muitas vezes pede para os outros cantarem com ela.

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Telefonemas. Aqui está uma coisa que é quase impossível de realizar quando a L. está no carro. Muitas vezes a L. vai calada no carro e quando o telefone toca ou quando ligamos para alguém ela começa a falar ou a cantar. É uma forma de chamar a atenção bastante desagradável.

A preparação para sair com uma criança de casa (quanto mais pequena pior) é assustadora. Preciso quase de uma mala de viagem para ter tudo o que necessito no carro: bolachas, iogurtes, água, brinquedos, CD’s, roupa (muita), toalhitas, lenços, etc. Já para não falar nas várias paragens que temos de fazer (ou porque quer comer, ou porque precisa de ir ao WC, ou porque quer água, ou porque tem de mudar a roupa, ou porque tem frio, ou porque tem calor… a lista não termina).

As viagens longas, especialmente depois de comer, são uma óptima oportunidade para dormir. A L. adora dormir no carro, faz sestas enormes e mesmo depois de pararmos o carro ela não costuma acordar.

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Manter uma conversa interessante sem se ser interrompido mil vezes por minuto? Impossível! Pelo menos no nosso carro. Quando a L. vê que não está a ter a atenção que quer ou que há outro assunto mais interessante do que ela faz de tudo para chamar a atenção. Não temos hipótese.

Organização. Aqui está um conceito que a minha filha parece não conhecer. Desde que a L. nasceu que o carro nunca mais esteve arrumado. Há brinquedos esquecidos, toalhitas que se perderam, lenços de papel com restos de comida (ou outros fluídos que nem vale a pena referir), comida que caiu e ficou colada aos tapetes do carro, bancos marcados dos sapatos da L., peças de roupa extra, garrafas de água, mantas… Bem, se calhar nem vale a pena continuar. Acho que deu para terem uma ideia. O melhor é quando necessito dar boleia a alguém. “Ai, desculpe lá a desarrumação”, “Pode colocar tudo no chão”, “Não ligue a esses restos de comida”.

As birras são o mais complicado de gerir. Estar a conduzir ou a tentar fazer uma qualquer manobra e ter uma criancinha a gritar, a exigir toda a nossa atenção, a tentar acabar com a paciência de qualquer um, pode-se tornar muito perigoso para quem vai na estrada. Já me habituei a fazer mil coisas ao mesmo tempo e a tentar gerir tudo, mas já vi “novatos” a ralharem com a rapariga, porque assim não conseguem conduzir. Fraquinhos!

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Quem acrescenta mais coisas a esta reflexão sobre crianças e carros?

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2 thoughts on “As nossas viagens de carro

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