8 dicas para pais mais felizes

É verdade que a maioria de nós tem de trabalhar e, com as condições e o apoio à natalidade que temos em Portugal, a maioria tem de ir trabalhar quando os filhos ainda são muito pequenos e deixá-los entregues aos cuidados de perfeitos desconhecidos (sorte a dos que têm familiares que podem cuidar das criancinhas o dia todo, todos os dias).

Lembro-me que comecei a trabalhar quando a L. tinha 5 meses, escolhi o infantário que me pareceu melhor para ela, fiz todos os testes que podia ao infantário, fiz a habituação da L. aos ritmos e horários do novo infantário, mas mesmo assim não me sentia muito segura e despreocupada quando a deixava lá e ia trabalhar o dia todo.

Os infantários ou as amas têm esse papel também, deixar os pais despreocupados e transmitir uma sensação de segurança a todos, mas quando estamos a falar de pessoas que eu não conheço e que inicialmente não sei como trabalham, torna-se complicado. Um bom exemplo disso foi o primeiro infantário que escolhemos para a L. Esse em que a deixei com 5 meses e de onde a retirei passados poucos meses.

O infantário não era mau (e tinha-nos sido indicado por uma pessoa amiga que tinha lá o filho desde bebé), mas as educadoras com que a L. calhou deixavam muito a desejar. Não posso dizer que existiam casos de negligencia, mas com certeza que não havia a dedicação, o cuidado e o carinho desejados. Também não posso dizer que fosse assim por parte de todas as educadoras, mas era da maioria, o que não me deixava nada segura.

Isto de ser pai ou mãe e ter de trabalhar fora de casa (especialmente quando eles são pequenos e não conseguem explicar nada do que se passou durante o dia) é mais complicado do que pode parecer. Se calhar ia-me cansar em pouco tempo, mas gostava muito de ter a experiência de trabalhar em casa, com os meus próprios horários, sem ter de acordar a L. às 6h da manhã porque preciso de ir trabalhar, sem ter de me sentir culpada cada vez que tenho de dizer que não posso ir trabalhar porque tenho a minha filha doente, ou que preciso de ir com ela a uma consulta e tenho de explicar que nada é mais importante do que isso, etc, etc, etc.

Em solidariedade para com todas as mães que trabalham fora de casa e que têm de saber equilibrar a família e o trabalho, deixo aqui 8 dicas que eu considero importantes e que gostava de ter lido quando pensei em ter filhos:

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1- Não sentir culpa por ter de deixar a criança com um desconhecido e ir trabalhar: acho que é o primeiro e mais importante ponto. Não nos podemos sentir culpados por isso. Temos a responsabilidade de procurar um sitio onde sintamos que a criança estará segura e será bem tratada e devemos estar atentos a todos os sinais de que isso não está a ser feito, depois é confiar e aproveitar ao máximo todos os momentos em que estamos juntos.

2- Aceitar que no infantário, na ama ou mesmo na casa dos avós eles nunca serão tratados como por nós: ninguém irá substituir a nossa presença, nem os nossos cuidados e não podemos esperar que os outros os tratem exactamente como nós faríamos (e não se iludam: as educadoras, as amas ou os avós não irão fazer TUDO o que vocês pedem e como vocês pedem).

3- Determinar momentos só para eles: a partir do momento em que temos de ir trabalhar e passamos mais horas sem eles do que com eles, é fundamental estabelecer momentos em que estamos ali para eles, sem fazer mais nada, sem pensar em mais nada. Temos de arranjar e aproveitar verdadeiros momentos de qualidade com as crianças, porque a infância passa a voar, a falta de tempo ou de atenção que tivemos não pode ser recuperada e um dia vamos arrepender-nos por colocar o trabalho à frente desses momentos com os nossos filhos.

4- A casa vem quase sempre em último lugar: é preciso tempo para o trabalho, para a família, para as crianças, para o marido, para os amigos… acabamos por ter de fazer opções e, por experiência própria, acho que aquilo que pode esperar mais é a arrumação da casa. Claro que temos de arrumar e tratar da casa, pois isso também ajuda o nosso bem-estar, mas ter a casa sempre impecável e limpinha será muito complicado.

5- Organizar e preparar com antecedência: se o que precisamos é de mais tempo com as crianças, ajuda ter tudo mais ou menos preparado, para perder menos tempo com essas coisas na hora de fazer o jantar, de escolher a roupa ou de preparar a mala para a escola. Assim, evitam-se algumas esperas, algumas birras e aumenta-se o tempo útil com os mais pequenos.

6- Trabalhar, só trabalhar: já que temos de fazer todos estes esforços para estar a 100% com as crianças e no trabalho, então não vamos passar o dia de trabalho a pensar como estarão as crianças, a ligar para saber se já comeram tudo, se dormiram bem e quantos cocós fizeram hoje. É importante conseguir desligar um pouco e trabalhar a 100%, no tempo que destinamos para isso, de modo a não ser necessário fazer mais horas, chegar mais tarde a casa, levar trabalho para casa… e ter mais tempo livre para estar com a família.

7- As férias e fins-de-semana são para aproveitar ao máximo: tentar aproveitar todos os minutos livres é importante e no período das férias ou no fim-de-semana temos de aproveitar ainda mais. Nada de trazer trabalho para casa, nem de estar a ver e-mails de trabalho durante as férias. Relaxar é a palavra de ordem!

8- Não se esqueçam de vocês mesmos: para estarmos disponíveis para os outros e com paciência para todos os momentos que queremos passar com os nossos filhos, convém não esquecer de cuidarmos de nós, do nosso bem-estar e de investir na relação com o/a parceiro/a (se existir).

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