Escolhas sustentáveis

Sou fã mesmo do blog Um ano sem Zara. Adoro os artigos que lá são publicados e o jeito doce/engraçado da Jojo.

Desta vez encontrei por lá uma reflexão sobre um tema que adoro e não podia deixar de partilhar aqui convosco: sustentabilidade.

Quantas vezes compramos coisas de que gostamos, que são bonitas, mas que não nos serão úteis nunca? Quantos artigos temos na nossa casa que estão arrumados desde que foram comprados, apenas a ganhar pó e a ocupar espaço?

Eu acuso-me já. Tenho vários artigos assim. Foram comprados por impulso: “ai é tão bonito!”. No entanto, nunca lhes dei grande utilidade.

Todos os anos falo aos meus alunos sobre a importância de fazermos escolhas sustentáveis, de modo a não gastarmos mais do que aquilo que temos (seja a nível económico ou a nível ambiental, pois temos tendência a desperdiçar recursos como água ou energia sem pensar duas vezes no que estamos a fazer ao mundo em que vivemos). Parece-me absurdo continuar a consumir sem pensar, tendo em conta todas as informações a que temos acesso hoje em dia.

Inspirada por esta ideia de que é importante para todos (não apenas para a minha carteira. As nossas escolhas afectam todo o mundo) consumir de uma forma sustentável, comecei a reduzir bastante os gastos que faço diariamente e, como se devem lembrar, coloquei um desafio a mim mesma: eliminar todas as coisas que tenho na minha casa (e na minha vida) a que não dou qualquer utilidade. Tem sido um processo muito bom e descobri que afinal não preciso assim de tanta coisa e que há muitas coisas que estão aqui guardadas sem qualquer propósito. Há coisas que guardo porque são bonitas, porque um dia ainda poderei usar, porque me foram oferecidas por alguém, porque vieram de uma viagem especial… Não acho que temos de eliminar TUDO o que não usamos diariamente, mas também não podemos guardar tudo só porque tem uma história especial.

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A Jojo aborda esse tema, mais relacionado com a moda, neste texto. Não deixem de ler!

Ela refere que hoje em dia é fácil vender as coisas boas que temos e que nos podem dar um dinheiro extra para comprar coisas novas. Este é o único ponto que eu não sinto muito em Portugal. Parece que comprar coisas em 2ª mão ainda não é muito habitual por aqui e tenho muita dificuldade em vender as coisas que tenho e que estão como novas. Se alguém conhecer um bom site para fazer este tipo de vendas (mesmo que seja um site internacional) digam-me.

E por aí, já olharam bem para os vossos armários? É tudo essencial?

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4 thoughts on “Escolhas sustentáveis

  1. contadordestorias

    Como vou mudar de casa e ando em arrumações, ao olhar para as caixas que tenho já prontas, questiono-me tudo o que daquilo é na realidade utilizável, ou se só guardo certas coisas porque “um dia posso precisar.” Já me livrei de muita coisa, mas quase que dá vontade de guardar os livros, discos, a minha colecção de corujas e cartas que troco com os meus amigos, e abandonar o resto. Agora que estou noutro país e não posso usar a casa dos meus pais como “arrecadação” das coisas de juventude, é que realmente queria ser uma pessoa desprendida das coisas. Mas, lá para o meio, há feltro e linhas, tintas e lã que já não faço, mas nas quais gastei dinheiro e um dia me pode ser útil. O problema é sempre o mesmo! 😛 (e lá vou eu dar uma vista num blog novo!)

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    1. T. Post author

      Compreendo-te perfeitamente. Eu também guardo muita coisa, mas comecei a fotografar algumas recordações (as menos importantes) e guardo as fotos apenas. Espero é não perder as fotos todas um dia destes. eheh
      Beijinho

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      1. contadordestorias

        Isso é uma boa ideia, por acaso. tenho m baú de coisas que são recordações – desde desenhos que crianças me fizeram a um boneco que a minha mãe me deu, até uns atacadores que a minha primeira “crush” me ofereceu – e isso já seria difícil de deitar fora, mas de certeza que há coisas que daria para fazer isso. Já tinha planeado livrar-me de algumas coisas quando voltasse a desempacotar, provavelmente vou acabar por fazê-lo. O que me custa em certas coisas é mesmo ter gasto dinheiro com elas e, por isso, não as querer deitar fora. Mas é um exercício, deve ficar cada vez mais fácil fazer isso. Beijinhos!

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      2. T. Post author

        😉 É esse o espírito. Essa coisa do dinheiro também me custa. Por isso ando a procurar lojas on-line onde possa vender as coisas que não uso, mas estão boas e são caras.

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