Dias de uma stôra 

Não costumo partilhar aqui coisas que se vão passando nas minhas aulas, porque muitas vezes são coisas demasiado pessoais e que só dizem respeito aos alunos e outras vezes acho que ninguém quererá saber dessas histórias. 
Hoje vou partilhar este episódio convosco mais pelo final do que pela história em si. Segunda feira, logo de manhã, ainda o café quase não tinha chegado ao estômago, e já tinha um aluno a gritar palavrões na minha sala, a mandar mesa e cadeiras ao chão (não é forma de dizer, foi mesmo assim) e a bater com portas. 

Se em anos anteriores eu teria ficado bastante chateada e passaria o dia a pensar naquele episódio e a pensar no que poderia ter feito para o evitar, este ano sinto-me completamente “indiferente” a estas coisas. Não indiferente porque não quero saber dos alunos ou do trabalho, mas porque finalmente entendi que o problema aqui não sou eu. Não há muito que possa fazer para evitar estes comportamentos por parte dos outros, não tenho de me responsabilizar por eles, nem deixar que isso afecte o meu dia ou a minha semana. 

Pode parecer estranho, mas para mim é uma pequena vitória e não o sinto como falta de empenho ou de profissionalismo , mas sim como amor próprio.

A aula continuou a decorrer normalmente e amanhã será outro dia.

Muito estranho para quem tem outras profissões? 

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12 thoughts on “Dias de uma stôra 

  1. Cinderella

    Com estas gerações não acho isso nada estranho. Parece que esse aluno traz já alguns problemas atrás. se calhar se tivesses tentado evitar, ele poderia ainda fazer pior não? Parece que por vezes quanto mais tentámos, pior fazemos.

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      1. Cinderella

        Acho que nem é uma questão de fazeres errado ou não. Naquele momento fizeste o que achaste melhor. Agiste da melhor forma possível. E é nisso que tens de focar. E é mesmo como dizes, a responsabilidade é de ambos os lados, não só do teu. Coragem. Beijinhos 😉

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  2. Cláudia Dias

    Em todas as profissões lidamos com pessoas agressivas e parvas (eu que o diga), no teu caso é mais sensível por serem crianças e jovens.
    Mas tens razão, temos de aprender a distanciar-nos e não deixar que a energia dessa pessoa nos afecte. 🙂

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  3. contadordestorias

    Já lidei com pessoas, no trabalho – não aqui, em Portugal – a gritar comigo e afectava-me, mas acho que com o tempo e as experiências chega a um ponto em que entramos quase num espaço zen. Entendemos que, se não é pessoalmente contra nós, não vale a pena ficar a pensar naquilo. Acho que darmos demasiado importância a algumas coisas nos prejudica, por isso é bom que neste momento não te afecte tanto. 🙂 Beijinhos.

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  4. Susana

    Trabalhei 8 anos (e comecei muito nova) em atendimento/vendas e passei por 3 lojas diferentes. Vi e ouvi de tudo, desde ameaças físicas a fazerem de mim parva, porque quem está ao balcão só pode ser burra, não é? Em última análise, o meu mantra é ” fazemos o melhor que podemos e ninguém nos pode exigir mais”. Força aí!

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