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A emoção dos finais

Final do ano lectivo à porta. Yeah!

Tenho para mim que todos os anos escrevo um texto sobre isto, mas é mesmo uma época do ano especial para mim.

Na verdade o ano ainda não acabou, na escola onde estou ainda temos mais um mês de aula. No entanto, já temos aquele gostinho a verão e a final.

As avaliações estão quase todas feitas, os meninos já estão a pensar nas férias e na praia, os mais velhos terminam agora uma etapa importante das suas vidas: a conclusão do secundário. Pode não parecer para quem vê isto de fora, mas acompanhar os mesmos alunos durante três anos, passar mais tempo com eles do que com os meus próprios filhos, vê-los crescer, mudar, aprender ferramentas importantes para o seu futuro, vê-los alcançar os objectivos a que se propõem e saber que para o ano já não estarão cá, é emocionante (ah, e saber que não vou voltar a ter aulas com aqueles que me fazem a cabeça em água também é muito emocionante).

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E eu já vejo alguns dias de descanso ao fundo do túnel e o sol, aquele porque anseio o ano todo, já anda por aí.

Nesta fase final os trabalhos e testes multiplicam-se, o stress é  maior, as aulas são mais confusas, as reuniões chovem, mas tudo se faz.

É uma espécie de ano novo em Junho.

Férias da Páscoa 

Que me desculpem os pais que estão a dar em doidos sem saber o que fazer com os miúdos nos 15 dias de férias da Páscoa, mas eu estou muito CONTENTE! 

15 dias sem alunos? Sem gritaria, dramas, idas consecutivas ao WC durante as aulas, TPC por fazer, faltas de respeito, participações disciplinares e algumas ambulâncias pelo meio?? Sim! Sim! 

Aqueles que acham que 15 dias de férias é muito tempo com certeza não conhecem a realidade das nossas escolas. (e não gostam nada de mim) 

Abençoadas férias! 

Os professores vão continuar a trabalhar e a cumprir o horário escolar, vamos ter reuniões intermináveis, mas sem miúdos… Já é um grande descanso. 

Eu sobrevivi!!! 

A minha mesa de trabalho

Sabem aquelas mesas de trabalho super organizadas, limpinhas, com materiais de escritório muito fofos e coloridos e com decorações muito bonitinhas?!

Não são minhas…

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A minha mesa de trabalho só está limpa e organizada, quando eu não estou a trabalhar nela. No resto do tempo está um bocado caótica. Imaginem a minha cabeça… 😛

(foto tirada na hora de almoço, como podem ver pelo ecrã do PC e no lado direito da mesa, em cima da minha velhinha impressora, podem ver a pilha de trabalhos que tenho para corrigir…)

Dias de uma stôra 

Não costumo partilhar aqui coisas que se vão passando nas minhas aulas, porque muitas vezes são coisas demasiado pessoais e que só dizem respeito aos alunos e outras vezes acho que ninguém quererá saber dessas histórias. 
Hoje vou partilhar este episódio convosco mais pelo final do que pela história em si. Segunda feira, logo de manhã, ainda o café quase não tinha chegado ao estômago, e já tinha um aluno a gritar palavrões na minha sala, a mandar mesa e cadeiras ao chão (não é forma de dizer, foi mesmo assim) e a bater com portas. 

Se em anos anteriores eu teria ficado bastante chateada e passaria o dia a pensar naquele episódio e a pensar no que poderia ter feito para o evitar, este ano sinto-me completamente “indiferente” a estas coisas. Não indiferente porque não quero saber dos alunos ou do trabalho, mas porque finalmente entendi que o problema aqui não sou eu. Não há muito que possa fazer para evitar estes comportamentos por parte dos outros, não tenho de me responsabilizar por eles, nem deixar que isso afecte o meu dia ou a minha semana. 

Pode parecer estranho, mas para mim é uma pequena vitória e não o sinto como falta de empenho ou de profissionalismo , mas sim como amor próprio.

A aula continuou a decorrer normalmente e amanhã será outro dia.

Muito estranho para quem tem outras profissões? 

Bobo da corte

Aproveitámos a pausa do Carnaval (ou devo dizer, as curtas horas em que os meus alunos se ausentaram da escola?!?) para ir experimentar os petiscos da Taverna Bobo da Corte, em Palmela e adorámos.

Os miúdos estavam na escola, o meu marido tinha uma hora de almoço maior e eu também… Lá fomos sair, almoçar fora e aproveitar para namorar um bocadinho.

O restaurante é muito giro, a vista do Castelo de Palmela é sempre linda e o comer vale muito a pena. Comemos demais, comemos um bocadinho de quase tudo e só pensávamos que nos próximos dias o melhor era não comer nada, mas pronto. Vale muito a pena!

 

Os primeiros dias de 2017

Então,  mais uma vez,  como está a ser isto de voltar ao trabalho e conciliar a vida familiar,  com duas crianças pequenas,  uma delas que acorda várias vezes por noite, as tarefas domésticas e alguma (muito pouca!)  vida social?!!? 

É que nem queiram saber…

Coisas produtivas dos primeiros dias de 2017: 

  • Estou decidida a terminar todos os projectos inacabados que andam cá por casa.  Isso vai desde a costura à arrumação do sotão
  • Tenho conseguido dedicar os domingos à preparação de algumas comidas para a semana,  o que leva a comer menos porcarias 
  • Tenho mantido o bom hábito de ir ao ginásio sem inventar desculpas
  • Ando a planear,  com calma,  a festa de anos da L. Sem as correrias de anos anteriores
  • Tento deixar o trabalho para segundo plano (não me interpretem mal,  mas andava a viver demais o trabalho e a esquecer o resto da  vida.  Este ano acabou-se) 

Espero que 2017 seja um ano mais organizado e produtivo que o anterior.

Boa semana! 

Adenda ao post anterior

Para não ficarem a pensar, a propósito do último post, que só penso em ficar em casa com os filhos, sem contribuir de outra forma para a sociedade, sem ter um trabalho fora de casa remunerado e que possa melhorar a vida da família, só quero esclarecer uma coisa: posso trabalhar a vida quase toda e ganhar dinheiro, mas a infância dos meus filhos e a minha presença nesta fase não se repetem. Essa é a minha “dor”!